quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Uma flor nasceu na rua!

Das coisas que eu tenho pra dizer e não digo, tantas já ficaram para trás - presas no calabouço escuro do esquecimento. Das coisas que eu imagino, tantas não lembro mais, ou nem fazem mais sentido. Mas imaginar é um exercício de vitalidade de sensações. Andando com as solas pouco espessas dos porém muito estilosos All Stares da vida pela calçada dura&crua, o mundo ao redor des-existe. A realidade se passa no plano etéreo e flácido do pensamento. Quase piso no rabo de um cachorro vira-lata. Quase tropeço em transeuntes apressados. Quase não vejo os carros velozes&impiedosos que não respeitam nossas humanas estruturas pernas-pés. Um meio de locomoção orgânico, ecologicamente correto e que está sempre a disposição do uso fácil. Divagações Plenas, Risos Fáceis, I have the World. O pensamento é a prova de assaltos inesperados e intervenções de terceiros. É a prova de bala, de tapa, de visualizações não-autorizadas-pelo-autor. Refúgio último do Ser, recurso de transbordamento da alma. É preciso aprender a ser mais para dentro - é preciso aprender a solidão, a placidez, a paciência. É preciso acalentar o piscianismo da lua&ascedente. Mas nunca! jamais! deixo para lá meu caos-de-21s-de-março-ariana.oh.yeah. Because violence is another kind of expression. So. Imaginar é direito inalienável do Ser. Expressar é direito e dever inalienável do Ser. Gritar & Gritar. Mesmo que sejam apenas gritos surdos no espaço. Surtos. E seguir rente a sarjenta, sobre o fio da navalha, com as guitarras estridentes a cuspirem sons&tons pelos fones de ouvido - e então, nada mais importa. At all.

Jorge Luis Borges, falando sobre a Imortalidade. Um desprendimento surpreendente e louvável - negação de qualquer resquício de egocentrismo. Embora... eu não quero perder a minha consciência de Amanda B., seja lá quantas vezes tenha que morrer. Anyway, anyhow. ótimas reflexões, impressionantes insights.

Um comentário:

alan disse...

uma flor nasceu no asfalto, em meio ao vomito