quarta-feira, 16 de junho de 2010

Os primeiros passos e o primeiro corte.

Foi assim. Segunda-feira, 14-June, de noitezinha. Tinha visita em casa, clima bom - embora eu estivesse um pouco tonta&enjoada, e minha cicatriz doesse desde cedo, Valentina assistindo faceirinha o DVD do Palavra Cantada, coisa e tal. Naquele tal de caminha pra um, caminha pra outro, segurando pelas mãozinhas, ela finalmente se soltou. Já tinha dado antes, alguns 3, 4 passinhos. Mas nesse dia, atravessou quase a sala inteira na minha direção! E ainda ficou em pé sozinha, dançando e batendo palmas. É um emoção sem fim, dá uma coisa no estômago, uma vontade de apertar, apertar, apertar. Vontade de chorar também. Um monte de sentimentos juntos. Orgulho, felicidade, excitação, surpresa. E a Valentina-Robozinha, braços estendidos para a frente, se equilibrando - feito o bêbado e o equilibrista - pelo parquê e dando risada. As I used to say: It's all about love. O maior AMOR do mundo! Mazzaí. Foi assim. Segunda-feira, 14-June, de noitezinha. Tinha visita em casa, clima bom - embora eu estivesse um pouco tonta&enjoada, e minha cicatriz doesse desde cedo, Valentina assistindo faceirinha o DVD do Palavra Cantada, coisa e tal. Depois daquela empolgação toda, primeiros passos sozinha, bem linda, firmezinha, robozinha, a queda. Inevitabilidades da vida. Queria eu poder proteger a Valentina de tudo&qualquer coisa de ruim e/ou perigosa que pudesse acontecer com ela. Mas não dá, não sempre. A maternidade que fortalece também enfraquece - ficamos, junto com a Pessoa Mais Importante Do Nosso Mundo, a mercê dos Acasos-Destinos. Caiu, a mãozinha resbalou quando ia se segurando do rack para a o bumbo da bateria - que obviamente não deveria estar ali na sala -, bateu a testa e cortou. Fez um furinho, em verdade. Sangrou, sangrou, sangrou. Eu nem tinha visto ainda a carinha dela, e já sabia. Que só podia ter cortado, que só podia estar sangrando. Sabe aquele segundo suspenso? Quando o tempo pára e a gente pensa "não, não pode ter acontecido". Mas aconteceu. Irreversível. A Hora Exata. Eu odeio esse momento. Me deixa sem reação, me deixa torpe, a impossibilidade de mudar a fatalidade. E daí foi uma correria louca. Um para m lado, outro pro outro, colocar tênis, pegar jaqueta, achar a carteira do convênio médico, dinheiro, tem que parar de sangrar, etc. Até a vizinha apareceu, agilizada - mãe de uma guriazinha, e grávida do próximo -, pegando um pano, gelo, etc. Fomos até o hospital, fizemos raio-x, exames, etc. Tudo certo. Mais foi um susto terrível. Uma tensão. Tadinha da Vale. Chorou que nem sei. Fez beicinho, uma mágoa só. Dormiu bem a noite, passado o entrevero, do meu ladinho. Eu dava umas cutucadinhas nela volta e meia, pra ver se estava bem. Na terça-feira acordou as 10hs passadas. Falando e batendo palminhas. Só o curativo na testa acusava o acidente do dia anterior. E as pessoas dizem: é o primeiro de muitos. Mas eu não quero, não. Ver sangue correndo na minha Pequenininha foi muito ruim. E depois de tudo, a minha cicatriz parou de doer.


Ontem o dia foi mais tranqüilo. Pela tarde a Valentina ficou com a vovó, nada de creche até ver se estava bem mesmo, pós-queda. Depois teve visita ilustríssima do pai da dinda, que trouxe umas pantufinhas lindonas. Depois teve compras no Bourbon - economizar é comprar e a minha conta bancária sofreu uma queda vertiginosa...haha. C'est la vie-fazer-o-quê. Também teve compras na farmácia - depois da queda da Valen, percebi que não tinha um esparadrapo em casa. Kit curativo pra eventualidades, tem que ter. E tem que ver as redes para a sacada e janela dos quartos também. Infelizmente coisas ruins tem que acontecer pra gente pensar em se prevenir. E no mais, isso deve ter haver com os 5 ou 6 urubus que pousaram na minha sorte.


Entre quedas, cortes, compras e espirros - sim, está resfriada também - , o que fica é a euforia: A VALENTINA JÁ É UMA MOCINHA QUE CAMINHA SOZINHA.

Valentina rocks. Ouié.

Um comentário:

alan disse...

valentina mocinha caminha sozinha

que meigo :P