terça-feira, 11 de maio de 2010

Dia das mães, Number One

Domingo que passou foi o primeiro dia das mães, meu e da Valentina. Nós passamos um dia bem gostoso juntinhas, no friozinho, encasacadas, brincando no parquê. É tão tão bom ser mãe. Não faz um ano, ainda, que ocupo essa nova categoria. Mas não poderia mais viver de outra maneira. Quando se tem um filho, se coloca o egoísmo a prova. É um processo que nos permite medir o quanto estamos dispostos a doar/compartilhar/ceder. O quanto somos capazes de amar, o quanto somos capazes de nos preocuparmos de fato com Outro-Ser-Humano. Eu descobri que a minha capacidade de amar se extende ao infinito, pois embora pareça impossível, cada dia, ao acordar e ver a Vale acordando ao meu lado, falando sozinha, batendo palminhas e se escondendo embaixo do edredom, eu a amo mais. E aperto, aperto, aperto, a Gordinha. A capacidade de preocupação também se extende ao infinito. Se alguma coisa ruim acontecer a ela um dia, a minha vida acaba. A minha existência está condicionada a dela. E como se pensa bobagens. Uma coisa interessante é que já fui muito chamada de egoísta vida a fora. Pois esse também foi posto a prova. Não se pode ser egoísta e ser pai ou mãe DE FATO, ao mesmo tempo. São categorias inversamente proporcionais. Eu penso ainda, como é uma relação complexa essa, de pais-filhos. Mutante e conflituosa. Penso na minha mãe, agora que sou mãe. Em tudo que ela passou e viveu comigo - num período que a minha memória racional não alcança - mas que sem dúvidas está marcada de algumoutra maneira em mim. E hoje, como é difícil. Amo muito, sim. Mas é difícil. Enfim. Sem falar quê. Tem uma questão muito mais profundo-filosófica nissotudo: É um Ser que sai de nosso próprio corpo. A Valentina saiu de mim, para o mundo. A gente herda um pouquinho, e constrói um montão. Deve ter um resquícios até da Lucy - nesse ciclo sem fim. Agora eu até gosto daquela música, que achava tão piegas outrora: "Eu não existo longe de você...". Eu conto as horas durante a tarde, pra sair do trabalho e pegar a Valentina na creche. A maternidade é sagrada. Como naquele começo&fim do Dark Side, Breathe, o coração que, de repente começa a bater, o Sopro de Vida Primordial... E para não terminar esse post sem lembrar que em meio a tantos sentimentos e sensações ainda somos sujeitos históricos, como bom exemplo de mãe solteira e independente contemporânea, o meu presente de Dia das Mães feito na creche, foi pago por me myself mesma. Mais um daqueles bilhetinhos na agenda. Ouié. Lembrei da música, aquela, "Leila", by Legião Urbana. "Mas você sabe o que é ter pavor pavor pavor de baratas voadoras..."

2 comentários:

Marlon Aline disse...

vai ser colunista em jornal guria!! escreve p/ zero-hora, deixa a Martha Mediros no chinelo, ta certo q não precisa mto, p/ ganhar dela com aquelas crônicas vazias e sem graça!

alan disse...

eh, devia ser jornalista... apesar que jornalista eh uma raça desgraçada... nao sei se o mundo midiatico que corrompe ou o negocio vem da academia... bons jornalistas, de fato, sempre sao esquecidos...